domingo, 22 de fevereiro de 2015

Geometria

À descoberta dos poliedros e não poliedros

Distribuí a cada aluno dois modelos de sólidos geométricos.
Dividi uma mesa em duas partes e desafiei cada um a colocar os modelos que possuía na mesa.
Fui questionado cada um sobre as razões que os levaram a colocá-los do mesmo lado da mesa ou em lados diferentes. Já esperava que não houvesse qualquer dúvida pois desde o ano passado que agrupávamos   objetos com superficies curvas e objetos com superfície planas (garrafas de água, pacotes de leite...).
Foi agora a ocasião para lhes falar em poliedros e não poliedros (linguagem matemática).






Estavam assim organizados os grupos dos poliedros e dos não poliedros




Ficou a exposição na sala. Os alunos manipulavam liam as etiquetas de identificação....
Passados uns dias arrumámos os não poliedros...
O desafio agora era organizar os poliedros em dois grupos... distribuí dois modelos de poliedros  a cada aluno.
Dividi a mesa em duas partes e perguntei:
-Quem quer vir colocar os seus modelos de sólidos na mesa?
Levantou-se a Sofia, tinha dois prismas: o cubo e o prisma quadrangular...
Ficou um bocado parada a olhar para eles.... colocou um de cada lado...
Professora -Porquê?
Aluna - Porque um é o cubo e o outro não é.
Professora- Quem quer vir arrumar os seus  poliedros?
Levantou-se o Rafael...
Colocou o cubo da Sofia junto do prisma quadrangular, seu prisma quadrangular junto destes e a pirâmide triangular sozinha.
Professora- Porquê?
Rafael- Porque esta é uma pirâmide e aqueles não são.
Professora- Quem concorda com o Rafael?.... todos os dedos no ar...
A Sofia estava um pouco triste porque ela é muito interessada e gosta muito de matemática...
Professora - Sofia, compreendeste o que o Rafael fez? Achas que ele fez bem em passar o cubo para o outro lado da mesa e deixar ali a pirâmide?
Sofia-  (envergonhada)- Sim professora, eu não tinha percebido bem...
Professora- Tu não tinhas uma pirêmide por isso também pensaste bem! O Rafael tinha uma pirâmide e achou  que ela não ficava bem junto dos outros sólidos...
.....
A partir daqui fui chamando os alunos e tudo estava a decorrer conforme eu previa... no entanto um aluno colocou o seu prima triangular do lado das pirâmides... questionei-o, não me respondeu... convidei-o a olhar bem para as pirâmides a manipulá-las...
- Ah! Pois é... tem de ser deste lado...
Passado um pouco veio uma aluna e fez o mesmo... repetiu-se tudo...
E pensava eu que todos tinham compreendido...
Desenvolveu-se a linguagem matemática: prismas, pirâmides... faces, vértices, arestas...
Mas muito se tem de trabalhar ...  muitas vezes  é necessário os alunos manipularem modelos de sólidos, falar sobre eles...
Como nós professores nos enganamos!!! Achamos que todos comprenderam pois " é tão evidente!!"
A forma como cada aluno perceciona e constrói o seu conhecimento é muito pessoal... 
















Vivendo o Carnaval

O Carnaval na nossa escola

Como tem sido habitual, a escola participou no desfile de carnaval promovido pela Câmara Municipal.
Temos optado por cada criança se fantasiar a seu gosto. É a única ocasião, no ano, em que cada um se pode colocar na pele do seu herói  preferido. Contudo,  os meus alunos, nas aulas de expressão plástica, comigo, quiseram fazer máscaras....
Quando fizeram a proposta eu disse-lhes que cada um teria de inventar a sua máscara utilizando materias de desperdício (sacos de papel, tecidos, lãs...) . O Rúben disse logo que arranjava tecidos pois a sua tia é costureia.  Havia vários sacos  de papel nos desperdicios, alguns alunos disseram que tinham lá em casa e iam trazer ...
Foram momentos de criatividade fantásticos, com barulho à mistura mas barulho de trabalho de entusiasmo... Como se ajudaram uns aos outros!!!

O desfile: 











Os professores de música ensaiaram com os alunos um ritmo com bombos , maracas, pandeiretas... que animaram muito o percurso...

 As máscaras que os meus alunos inventarm tinham de ser mostradas. O Professor Guedes, coordenador organizou com as outras salas a visita dos mascarados do 2º A. Por fim foram expostas.

Pormenor de uma máscara (esta foi utilizada para descobeta da matemática polígonos, não polígonos, vértices...)

No corredor da escola







Em salas de aula



sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Os pais vieram à nossa sala


O fim de tarde com apresentações




No dia 22 de Janeiro, na nossa sala houve apresentações, primeiro as músicas e depois as comunicações das pesquisas. 
Os pais vieram para ver as nossas apresentações. As canções que nós cantamos foram as seguintes: Ding dong bell, Miscelânia de Natal (acompanhada com flauta), É Natal e por fim Boas Festas.  Terminámos com as comunicações das pesquisas sobre vários temas: Tartarugas; Trovoadas; arco-íris; sapos; mamutes; cogumelos e peixes.
       Quem nos ajudou nesta tarefa foram os professores Maurício, da AEC de música, a nossa professora, Olga, e as alunas da UTAD, futuras professoras, Inês e Rita.
       Nós e os nossos pais adorámos este fim de tarde.
Autores: Rúben e Matilde











A fazer o arco-íris





terça-feira, 27 de janeiro de 2015

À descoberta das profissões


                A vinda do pai do Rafael

    Na quarta-feira, dia 21de janeiro, antes do intervalo da manhã, o pai do Rafael veio à nossa sala e contou-nos tudo sobre a profissão dele.

Ele disse que a sua profissão é guarda prisional. Mostrou um power point com imagens de prisões de Portugal e dos trabalhos que os guardas fazem com os presos. Há um Estabelecimento Prisional em Vila Real.

      Ficamos a saber que nas prisões os detidos fazem várias coisas vigiados pelos guardas. Eles têm aulas, fazem desporto, cozinham, trabalham na agricultura, etc…

            Também nos mostrou os seus instrumentos de trabalho: algemas e pistola (a pistola que trouxe era de brincar).

            Ficámos a conhecer mais uma profissão e uma Instituição. Foi muito bom ter cá o Senhor Fialho.
 
Autor: Rafael




 
 
 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

À procura de respostas (cont.)


Mais comunições

Já todos os grupos apresentaram as suas comunicações.
Foram momentos de aprendizagem muito significativa.
 Cada grupo elaborou uma ficha de avaliação de conhecimentos à qual os colegas e  eles próprios responderam, corrigiram e classificaram.
O observador externo é levado e pensar que "estiveram a brincar". Desengane-se quem assim pensa. Estas crianças, de 2º ano, questionaram, planearam a pesquisa, fizeram a avaliação de cada sessão de trabalho num diário, pesquisaram, selecionaram a informação, organizaram-na, fizeram um resumo do que ficaram a saber comparando com o que sabiam antes,   prepararam a comunicação, comunicaram e ouviram as questões e as críticas dos colegas  sobre o seu trabalho,  às quais responderam.
Recorrerem a várias fontes de informação foram ensinados a referi-las sendo-lhes explicado o motivo.
Utilizaram as tecnologias de  comunicação.
Logicamente que não fizeram este trabalho sem orientação, para isso servem os professores....

Pessoalmente senti uma grande emoção ao observar o cuidado com os meninos  ajudaram e incentivaram os  colegas com mais dificuldades. Todas as críticas foram muito construtivas e verdadeiras. Ficou-me na memória a seguinte: " O vosso grupo trabalhou muito bem e nunca vos ouvimos discuitir..."

Vejam-se alguns momentos de comunicação.


Como se forma o arco-íris?

Em primeiro lugar apresentação do cartaz realizado com a pesquisa efetuada.


E "cereja no topo do bolo"- uma experiência em que é simulado um arco íris. Que lindo momento!



Como nascem os peixes? Todos apendemos muito com esta pesquisa.



Para que servem os sapos? Afinal são tão úteis!!!!




Como é que  as tartarugas põem os ovos?  Mas que engraçadas elas  são!!! 

 Agora os pais querem ver... estamos a preparar o encontro.